85% das grandes marcas da AL estão vulneráveis a fraudes por e-mail, diz estudo

22/04/2015 08:49

Alguns setores ainda se mostram lentos à adesão do protocolo de segurança, como varejo (21%), bancário (19%) e saúde (8%).

Provedora global de soluções de dados, a Return Path lançou o Relatório de Inteligência DMARC (do inglês, Domain-based Authentication, Reporting and Conformance), em comemoração aos três anos da criação do protocolo. O documento, produzido em fevereiro, traz a análise de 1049 grandes marcas de 31 países e 11 setores, quanto à adoção do DMARC, revelando que, globalmente, apenas 22% dessas companhias deram os primeiros passos para uma melhor proteção contra fraudes em e-mail. Na América Latina, a taxa cai para 15%, enquanto o nível de maior adesão está nos Estados Unidos (33%) e no Canadá (33%). Com isso, o estudo concluiu que 85% das grandes marcas da América Latina estão desprotegidas contra os ataques maliciosos via e-mail.

“Atualmente, o DMARC é a melhor solução contra os ataques de phishing e spoofing. Implementar esse protocolo de autenticação é como colocar uma placa em frente a sua residência anunciando que a propriedade tem alarme de segurança e que o acesso não vai ser fácil. Além de proteger, ela desencoraja o fraudador”, explica Louis Bucciarelli, Diretor Regional da Return Path para a América Latina. Para facilitar a adoção do DMARC, a Return Path divulgou um ebook com instruções.

O setor de social media lidera o ranking de adoção do DMARC, com taxa global de 51% entre as empresas pesquisadas. “Trata-se de um grupo de remetentes com grandes redes, pelas quais circulam um alto número de dados pessoais e onde a reputação é um fator primordial para garantir o sucesso dos negócios da marca, ou seja, a necessidade de segurança da informação é muito alta”, ressalta Bucciarelli. O setor de logística, do qual fazem parte as companhias de entregas globais, tem também a necessidade de manter a reputação em alta, tanto diante dos provedores quanto dos clientes, devido ao alto volume de e-mails transacionais enviados, justificando a adesão em 41% das empresas.

Apesar do crescente número de notícias sobre casos de fraudes por e-mail e os prejuízos que elas provocam, sejam financeiros ou de reputação, alguns setores ainda se mostram lentos à adesão do protocolo, como varejo (21%), bancário (19%) e saúde (8%). “Em muitos casos, o grande desafio está nos sistemas complexos, com amplos conjuntos de funções, e na sensibilidade dos dados”, conta Bucciarelli.

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O estudo da Return Path analisou três estágios de implantação do DMARC: monitoramento, quarentena e rejeição da mensagem. Dentro desse cenário, apenas os setores de logística (com adoção de 44% das empresas pesquisadas), social media (40%), público (33%) e de serviços de pagamento (32%) têm mostrado compromisso rigoroso no combate à fraude, por meio da solução completa, ou seja, instruindo os provedores de e-mail a bloquear mensagens supostamente fraudulentas.

 

Fonte:Ipnews


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