Cobli quer monitorar carros 24/7

25/04/2015 17:17

Conectar os motoristas aos seus carros. Essa é premissa do Cobli, solução desenvolvida pela startup de mesmo nome de olho no potencial do mercado automobilístico e Internet das Coisas.

Flávio Rabelo. Foto: divulgação.

A empresa, com sede em São Paulo, desenvolveu a partir de um equipamento, que ligado no sistema elétrico dos carros, é capaz de diagnosticar em tempo real e com acompanhamento 24/7 como está o desempenho do carro e a conduta de seu motorista.

A tecnologia, criada em 2013 pelo americano Parker Treacy (um dos sócios-fundadores da empresa) em seu MBA em Harvard, permite ao cliente rastrear o carro, ver relatórios de gasto de combustível, detectar falhas mecânicas e agendar manutenções com por meio de smartphones ou tablets.

Segundo Fábio Rabelo, executivo de Business Development da Cobli, o produto chega para transformar praticamente qualquer carro com sistema elétrico em um veículo inteligente.

"Desde 1996, praticamente todos os carros nacionais contam com uma OBD, em que é possível saber diversos dados sobre a performance do veículo. Com isso, nossa aplicação pode dar ao motorista dados muito mais aprofundados sobre como está o carro dele", explica Rabelo.

O aplicativo manda uma mensagem quando o cliente precisa fazer alguma manutenção ou conserto, cujo agendamento pode ser feito automaticamente em uma oficina dentro da rede da Cobli. Além disso, o motorista recebe atualizações do serviço e uma mensagem quando o carro estiver pronto na oficina.

Rabelo destaca que o produto pode servir como um canal otimizado de comunicação entre mecânicas, seguradoras e o motorista. O plano da companhia é de, através do uso do Cobli, criar uma rede compartilhada de acompanhamento dos veículos que usam a solução.

“Existem ainda no mercado incertezas e inseguranças na relação entre motoristas e mecânicos. Ainda mais hoje em dia que o conceito de fidelidade a uma mecânica não se aplica mais. Com uma rede unificada, conseguimos dar ao motorista o poder de contratar um serviço confiável, e que as mecânicas em geral prestem serviços cada vez mais qualificados e assertivos”, avalia o executivo.

O uso da aplicação para o motorista é gratuito, embora ele pague pela instalação do equipamento. O plano da companhia para monetizar a invenção é através de parcerias com mecânicas e seguradoras.

"Queremos criar uma rede extensa de parceiros, tanto para criar um ambiente confiável para os motoristas, mas para também criar competitivade e promoções", avalia Rabelo, que explica que o faturamento da companhia pode vir de comissões em cima dos serviços prestados por mecânicas e seguradoras, assim como a assinatura de versões premium do sistema Cobli nestes estabelecimentos.

Inicialmente, cerca de 16 oficinas em São Paulo estão participando de um piloto da solução, juntamente a uma base limitada de aproximadamente cinquenta usuários-teste. 

Embora não divulgue números de investimento ou metas,o plano da companhia é ampliar consideravelmente a base de motoristas e mecânicas presente no aplicativo. No segundo semestre, a empresa pretende distribuir cerca de quinhentos equipamentos para motoristas na Grande São Paulo, escalando também a rede de prestadores de serviço.

"Na parte de seguros, queremos usar o sistema para uma base de dados em que as seguradoras possam avaliar riscos a partir do histórico de uso do veículo, que também fica registrado no equipamento", explica Rabelo.

A parceria com seguradores e grandes redes de mecânicas, como as de concessionárias, podem aliviar um dos pontos ainda sensíveis da solução. O equipamento que vai nos carros custa cerca de R$ 1 mil, um preço proibitivo para a maioria dos motoristas.

Entretanto, para Rabelo, o benefício que a solução pode trazer a médio e longo prazo é um dos pontos que podem impulsionar a Cobli no mercado.

"Pode ser que nossa solução se inicie como um produto de nicho, mas à medida que a rede crescer e os benefícios começarem a aparecer, como descontos em seguros e preços menores para manutenção nos veículos, os motoristas perceberão", avalia.

 

Fonte:baguete


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