Foz do Iguaçu será um dos polos de segurança cibernética do Brasil

05/03/2015 09:23

O desenvolvimento de tecnologia nacional para a segurança cibernética passará por Itaipu; a Binacional, FPTI e o Exército inauguraram o Laboratório de Segurança Eletrônica, de Comunicações e Cibernética (LaSEC²).

Itaipu servirá como projeto-piloto para o desenvolvimento de tecnologias de defesa cibernética das estruturas estratégicas do País. As soluções serão criadas no Laboratório de Segurança Eletrônica, de Comunicações e Cibernética (LaSEC²), inaugurado nesta terça-feira (3), no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), por meio de um acordo de cooperação entre Itaipu, o Exército Brasileiro e a Fundação PTI.

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“Trabalharemos como um case para fazer a proteção da Itaipu e, ao mesmo tempo, buscaremos soluções nacionais [de defesa cibernética]”, disse o general de divisão Paulo Sergio Melo de Carvalho, chefe do Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) do Exército, ao qual o LaSEC² está ligado.

“Não queremos comprar sistemas prontos, mas desenvolvermos novas soluções”, disse Carvalho, durante cerimônia de inauguração do laboratório.

Com o LaSEC², Foz será um dos polos de segurança cibernética do Brasil. O laboratório é um braço local do CDCiber, que tem entre suas atribuições a segurança cibernética do País em grandes eventos, como Copa do Mundo e a Olimpíada de 2016. “Se ninguém ouviu falar de nós [durante a Copa], é porque nosso trabalho funcionou”, brincou o general.

Segundo Samek, Itaipu ainda é responsável pela geração de quase 20% da energia consumida pelo Brasil, dado que justifica a necessidade de investimento em segurança da informação.

Em rede

O LaSEC² é um dos nove projetos da Rede Nacional de Segurança da Informação e Criptografia (Renasic), gerenciada pelo CDCiber. Sua função é interligar as Forças Armadas à academia e às empresas públicas e privadas.

A Renasic pretende colocar o Brasil entre os países mais competentes em termos de segurança digital e criptografia. A ideia é aperfeiçoar a defesa cibernética para evitar, por exemplo, o acesso indevido a informações sigilosas.

A rede comporta outros oito projetos que vão da busca de protocolos criptografados à defesa de ataques e desenvolvimento de programas de detecção de intrusão, além de simuladores de defesa, entre outros.

Os projetos são desenvolvidos em parceria com diversas instituições, como o Instituto Instituto Tecnológico de Aeronáutica, a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade de Brasília. Em cada um deles, há uma viés de pesquisa. Na capital do País, o laboratório virtual “Proto” coordena as pesquisas para o desenvolvimento e implantação de protocolos criptográficos seguros.

Em Foz do Iguaçu, o eixo será a proteção de Itaipu como uma das estruturas estratégicas – aquelas que, em caso de colapso, causariam algum problema ao País. Além de Itaipu, comportam essa lista as plataformas petrolíferas, o sistema bancário e financeiro (bolsas de valores), as linhas de transmissão de energia, entre outras. “Depois, esse conhecimento poderá ser replicado em outras instalações”, disse o major Luciano de Oliveira, do CDCiber.

Como funcionará

A ideia é conciliar o trabalho do LaSEC² com os demais laboratórios do PTI, como o Centro de Estudos Avançados em Segurança de Barragens (Ceasb), o Centro Latino-americano de Tecnologias Abertas (Celtab), o Laboratório de Automação e Simulação de Sistemas Elétricos (Lasse) e o Programa de Inovação em Tecnologia da Informação e Comunicação (Inovatic).

Atualmente, estes órgãos comportam mais de 70 pesquisadores. Outros poderão ser contratados pelo sistema de bolsas.

 

Fonte:Ipnews


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