84% dos trabalhadores de TI querem greve em SP

12/02/2014 09:46

Ocorreu na tarde dessa segunda-feira, 10, a quinta rodada de negociações entre os sindicatos de trabalhadores (Sindpd) e patrões (Seprosp) de TI em São Paulo para tratar de melhorias à categoria. As contrapropostas apresentadas pelo Seprosp não agradaram o Sindpd, que já convocou a categoria para uma reunião em que será definido se haverá greve.

A decisão, entretanto, parece já ter sido tomada para a maior parte dos trabalhadores, pois desde o dia 6 o sindicato vem questionando seus membros sobre a greve e, dentre os mais de 2 mil entrevistados, 84% se dizem a favor da paralização.

Reprodução

O Sindpd reivindica reajuste salarial de 8,8%, mais 10,3% nos pisos, vale-refeição de R$ 16 a todos os trabalhadores e obrigatoriedade de discussão aberta sobre a participação nos lucros (PLR) em empresas com mais de 10 funcionários.

Na quarta rodada de negociações, o Seprosp propôs reajuste de 6,5%, piso de 6,7% e VR de R$ 14 que só seria obrigatório em empresas com mais de 50 empregados. Quando à PLR, ficou acertada a discussão aberta quando se tem mais de 10 contratados.

Os trabalhadores não concordaram e avisaram sobre uma possível paralização, quando o Olhar Digital conversou com o presidente do Sindpd, Antonio Neto, e ouviu que o sindicato patronal convocara uma nova reunião. "Todo ano há uma choradeira muito grande por parte do patrão", declarou ele.

Nessa conversa o Seprosp manteve a proposta de aumentar os salários em 6,5%, optando por oferecer alta de 7% nos pisos e mexer na questão do VR: ele seria obrigatório em empresas com mais de 35 funcionários, mas ainda no valor de R$ 14. Por isso o Sindpd manteve a ideia da paralização, que será discutida no sábado, 15, às 10h.

 

fonte:olhardigital


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