Campus Party oferece workshop de Google Glass e público lota oficina

02/02/2014 11:16

Os óculos inteligentes do Google tiveram uma recepção calorosa na última sexta-feira (31) em palestra sobre o Google Glass. O encontro com especialistas tomou o palco na Campus Party, que acontece em São Paulo. Horas antes, um representante do Google foi alvo de críticas de campuseiros, quando as novas políticas de censura viraram um debate numa simples palestra sobre dicas do YouTube.

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O workshop do Google Glass, na Campus Party, mostrou como os brasileiros estão interessados nos óculos de Realidade Aumentada (Foto: TechTudo/Renato Bazan)O workshop do Google Glass, na Campus Party, mostrou como os brasileiros estão interessados nos óculos de Realidade Aumentada (Foto: TechTudo/Renato Bazan)

 

Os óculos inteligentes foram apresentados pela equipe de Amanda McClure, empreendedora americana especializada em wearable computing, para uma plateia grande, maior do que o pequeno espaço para workshops suportava. O fascínio dos desenvolvedores brasileiros foi grande em torno da plataforma – muitos deles estavam cara a cara com ela pela primeira vez. A conversa teve um caráter bastante técnico, com os palestrante alternando falas sobre possibilidades de aplicativos, projetos atuais e especificações técnicas do aparelho.

Glass ainda não é ideal

A impressão que o protótipo passa, mesmo depois de um ano e meio circulando, é que ainda está longe de atingir o desenvolvimento completo. Conforme demonstravam as funções do Glass, os palestrantes mostravam o que era exibido na pequena tela (localizado ao lado do olho direito) em uma TV de 32 polegadas. Foi possível perceber uma baixa taxa de quadros na interface, bastante incômoda, fruto da falta de otimização para visualização externa, e uma baixa resolução de tela – natural, considerando que a projeção não chega a ter 1cm² de área.

Outras reclamações, postas pela própria McClure, foram as limitações da difusão de som por ressonância óssea, que impede o controle do volume e não tem uma qualidade adequada; o sério problema com superaquecimento, que faz com que o Glass precise entrar em repouso a cada hora de uso, talvez menos; a baixa duração da bateria, que precisa ser recarregada mais de uma vez ao longo de um dia de uso; o problema de se usar comandos de voz em ambientes carregados de som ambiente, como a própria Campus Party, e o preço atual, que mesmo nos Estados Unidos quebra a barreira dos US$ 1.500.

“Tudo isso é o preço que se paga pela miniaturização. Colocar todas essas partes de um computador dentro dessa pequena estrutura, que pesa pouco mais de 20g, não vem sem sacrifícios”, disse.

Atualmente, o Google Glass já está na versão 1.7 de sua suite de desenvolvimento, chamada de JDK pelo Google. Nela, existem dois modos de se construir um software: pode-se usar as APIs pré-configuradas, chamadas “cards”, ou pode-se ir direto no código. O primeiro caso lembra bastante o desenvolvimento para smartphones: como se fossem cartas de baralho, os óculos podem “empilhar” funções na pequena tela, ativadas por voz ou alternadas por um deslize de polegar na haste metálica lateral.

Usando os cards disponíveis, os desenvolvedores iniciantes podem construir novos aplicativos em pouco tempo. Quando a opção é ir direto no código, no entanto, o Google Glass se mostra muito mais versátil, podendo ser codificado nas linguagens Java, Node e Ruby. A parte dos comandos por toque usa a tecnologia Sencha Touch.

Com tanto público, muitos acabaram assistindo o evento, de uma hora e meia de duração, em pé  (Foto: TechTudo/Renato Bazan)Com tanto público, muitos acabaram assistindo o evento, de uma hora e meia de duração, em pé (Foto: TechTudo/Renato Bazan)

 

Novas ideias e aplicações para o Google Glass

Na última parte do workshop, os brasileiros tiveram a chance de participar com um brainstorming de novas funções para o Google Glass. As ideias foram muitas: de simples handshakes virtuais com outros Google Glass (para troca de informações pessoais) até projetos megalomaníacos de software de realidade aumentada para governança municipal, passando por ítens óbvios como teleprompters, GPSs via comandos direcionais na pequena tela e guias turísticos.

Houve um assunto recorrente nas ideias brasileiras para futuras inovações: georreferenciamento. Parece natural, na mentalidade brasileira, que a tela livre de mãos seja combinada com a percepção de espaço, seja para monitoramento de caminhadas ou visualização de investimento públicos.

O Google Glass ainda não tem presença no Brasil, nem como produto, nem como proposta – basta lembrar que, para comprarem um kit de desenvolvimento, os interessados precisam provar que têm endereço fixo nos Estados Unidos.

“Eu sei que é caro, que está em um estágio muito inicial, que existem problemas de todo tipo. Mas, existem caminhos para quem estiver interessado”, concluiu McClure.

 

fonte:techtudo


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