CIO: não descarte a consumerização

09/02/2014 13:10

Segundo o Gartner, entre 2012 e 2013, 64% das empresas afirmaram que projetos de mobilidade acontecem sem o envolvimento total da TI, com funcionários adquirindo dispositivos móveis conectados, contas pessoais do DropBox e até mesmo desenvolvendo aplicações pessoais por meio de infraestrutura da Amazon Web Services (AWS).

“Não precisamos mais da TI” se tornou uma justificativa comum para a consumerização da TI nos últimos anos, quando os funcionários se sentiram independentes para o uso da tecnologia por meio de programas de BYOD, por exemplo.

Ao fim do ano passado, contudo, mesmo companhias cautelosas em indústrias altamente reguladas começaram a abraçar a consumerização. Há apenas 18 meses, a financeira Wells Fargo admitiu que, embora não possuísse uma iniciativa de BYOD, estava testando seu uso e roll out.

Havia um tempo quando CIOs pensavam que tablets não tinham nenhuma utilidade num ambiente de negócios. Agora, os tablets estão mudando a maneira com a qual funcionários se comunicam, especialmente em campo. O CIO da Verizon Wireless, opr exemplo, indicou que seus técnicos de campo reinventaram a si mesmos como consultores de vendas porque os tablets que carregam têm capacidades de demonstrar novos produtos e rastrear chamadas de serviço.

A liberdade, entretanto, vem com seu preço. Com as recentes notícias de que 4,6 milhões contas de Snapchat foram hackeadas e o Skype e outros serviços foram tomados pelo exército eletrônico da Síria, questões sobre segurança para plataformas de consumo não param de emergir.

Segurança e outros desafios crescentes da consumerização significam que o CIO precisa ter certeza que os serviços estão seguros, foram testados, são confiáveis e integrados às aplicações corporativas. O primeiro passo é aceitar que esses paradigmas estão aqui para ficar.

A Consumerização 2.0 será sobre a nova ascensão do CIO como a pessoa responsável por integrar, dar segurança e acelerar a tecnologia de consumo e o processo de desenvolvimento de aplicações. A recompensa para CIOs: eles podem se estabelecer como parceiros de negócio, evitar a TI fora de controle e, mais importante, manter-se relevantes.

Então, como fazer isso? Algumas melhores práticas para se espelhar:

Design primeiro para mobilidade

Não desenhe aplicações para desktop/web e trate a mobilidade como algo para depois. Desenhar primeiro para mobilidade e garantir que os melhores layouts estão sendo aplicados para controles e funções que levarão a uma experiência com maior engajamento para os usuários. Isso também te permite tirar vantagem de recursos nativos dos dispositivos, como serviços de localização para dar uma experiência mais personalizada.

Flipboard foi capaz de promover uma revolução na indústria de publicações ao focar na criação de um novo serviço de agregação de leituras especificamente desenhado para tablets. Apenas depois que a aplicação ganhou popularidade, os criadores pensaram numa interface web.

Aprenda e estimule a nuvem

A nuvem pode resolver alguns dos maiores desafios de armazenamento e infraestrutura, mas muitos não estão tirando proveito total de seus benefícios como rápida aquisição, agilidade no desenvolvimento de aplicações, capacidade flexível de escalar e facilmente prover serviços para novas linhas de negócio e, por fim, o modelo pay as you go para reduzir os custos de capital. Antes de implementar, decida onde a nuvem irá te fornecer melhor valor. Se você está preocupado com a segurança de serviços populares como Dropbox e Google Drive, considere alternativas internas equivalentes.

Também considere mudar o e-mail e outras suites de produtividade para a nuvem. Ferramentas de produtividade em nuvem permite aos usuários colaborar e acessar arquivos remotamente de uma variedade de dispositivos, e as organizações podem economizar e ganhar tempo.

Proteja e dê segurança aos dispositivos móveis

Programas de BYOD são ótimos — eles permitem que funcionários usem os aparelhos com os quais eles são familiares. Mas também trazem inúmeros problemas como segurança de dados e controle gerenciado. Muitas companhias já implementaram softwares de gestão de dispositivos móveis (MDM) como Airwatch, MobileIron, e Good. Enquanto eles são bons para dar o controle em caso de perda ou roubo dos objetos, eles não são suficiente para atender todas as preocupações. Ainda há o risco de invasões. Mesmo por meio de acesso VPN, alguns apps instalados no device podem torná-lo vulnerável a brechas de segurança nas aplicações que não estão incluídas no túnel VPN.

Seja social

Claro, os funcionários navegando no Facebook no horário de trabalho desperdiçam recursos da companhia, mas quando usado corretamente, o canal social pode ajudar os empregados a colaborar por meio da criação de grupos de discussão ou tópicos de interesse que convidam todos os níveis da organização, sem hierarquia, a trocar ideias ou dar voz a seus anseios. As YamJam sessios do Yammer, por exemplo, unem grupos para debater um assunto particular. É uma ótima maneira para líderes de TI terem inputs em tempo real sobre seus níveis de serviço e desempenho.

 

fonte:informationweek


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