Como mudar o papel da TI?

17/03/2014 07:52

A TI quer deixar de ser o “patinho feio”, um departamento que só gera gastos e problemas, para entrar no time das áreas capazes de ditar os rumos prestigiadas pela alta gestão.

Paulino Rodrigues. Foto: Baguete.


Agora, como fazer isso? A fórmula apresentada pelo diretor de TI e operações do Sicredi, Paulino Rodrigues, durante palestras no Mesas de TI do Seprorgs nesta sexta-feira, 14, tem a ver pricipalmente coma maneira como a tecnologia apresenta os custos para a direção.

“Tem que acabar com essa coisa de orçamento de TI. Isso é um pepino para todo mundo”, afirmou Rodrigues, em uma apresentação bem humorada.

Segundo o gestor, apresentar a atuação da TI como um custo fixo a ser negociado no final do ano é um tiro no pé dos gestores, que se colocam com isso numa posição difícil para incrementar os orçamentos e não transmitem a verdadeira importância do que estão fazendo.

Em vez de trabalhar com custos totais, a área de tecnologia do Sicredi apresenta seus gastos em termos de “custos por transação”, calculando quanto é gasto em TI pelo banco por cada acesso ao Internet Banking, por exemplo.

Assim, se os volumes de transações eletrônicas aumentam em média 40% ao ano, pela tendência comportamental do cliente, o banco não vê apenas a conta da TI subindo, mas o benefício de negócio por trás.

A meta do Sicredi é trabalhar com 100% dos custos de TI em forma de transações até 2015.

O modelo de governança do Sicredi passa por estabelecer para os setores internos que esse custo por transação é variável de acordo com níveis de serviço e que na hora de decidir qual será o SLA, isso tem um peso.

“É como num bar. Se a conta vai ser rachada no final, todo mundo acaba gastando mais do que gastaria se tivesse uma comanda”, exemplificou Rodrigues.

A TI do Sicredi oferece planos para cada serviço, dividido em bronze, prata, ouro e platina. Assim, o custo de armazenagem de 1 GB de informação mensal para backup pode passar de R$ 0,02 até R$ 0,78, dependendo do nível de serviço.

Para James Rocha, CIO do Grupo Herval que participou da mesa de debates no evento, o papel da TI é de operar como um pacificador da receita dentro da operação da companhia.

A Herval, sediada em Dois Irmãos, está no meio da implantação do ERP da SAP, um projeto que deve se estender ao longo de três anos, envolver mais de 100 profissionais e mudar o modelo de gestão da companhia gaúcha com faturamento estimado em torno R$ 2 bilhões em 2012.

"Nos preocupamos em manter um diálogo em que o setor de TI não apenas recebe projetos, mas participa nas discussões gerais da companhia. Neste processo de implantação isso ficou ainda mais evidente", afirmou Rocha.

Antônio Rivas, consultor do Gartner na América Latina, afirma que a preocupação de colocar a TI à frente dos processos e como peça principal no esquema de negócios já passa pela cabeça dos CEOs.

"Percebo que existe uma intenção das companhias em trazer a tecnologia para um papel principal. O problema é que muitas ainda não sabem como fazer isso", provocou Rivas.

 

Fonte:bagueteTI


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