EUA aprovam venda do WhatsApp para o Facebook, mas exigem privacidade

12/04/2014 14:39

(Foto: Reprodução)


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O FTC, órgão responsável pela regulação do comércio nos Estados Unidos, aprovou hoje a compra do WhatsApp pelo Facebook. O negócio de US$ 16 bilhões anunciado em fevereiro ainda precisa do aval de entidades internacionais, mas a aprovação em solo americano é um passo essencial na concretização do processo.

Em carta às empresas, o FTC esclarece que o comprador terá de honrar os termos de privacidade atualmente praticados pelo serviço. "O WhatsApp fez uma série de promessas sobre a natureza limitada dos dados que coleta, mantém e compartilha com terceiros - promessas que excedem as proteções atualmente asseguradas aos usuários do Facebook", declara Jessica Rich, diretora do Departamento de Proteção ao Consumidor. "Queremos deixar claro que o WhatsApp deve continuar a honrar essas promessas aos consumidores", completa.

O órgão prometeu ficar atento ao assunto daqui em diante. "Centenas de milhões de usuários confiaram suas informações pessoais para o WhatsApp. Continuaremos a acompanhar as práticas das empresas para garantir o cumprimento das promessas feitas", finaliza Rich.

Assim, o documento também dita que, sem o expresso consentimento do usuário, o Facebook não poderá usar os dados dos usuários do WhatsApp de maneira comercial, como faz na rede social. "Sem permissão expressa, a empresa não pode usar os dados de maneira inconsistente com as promessas feitas na época em que eles foram coletados. O uso destes dados serão considerados prática desonesta", diz o texto.

A postura do FTC soa como uma resposta aos protestos de entidades americanas envolvidas com questões de privacidade. No início do mês passado, dois grupos tentaram barrar a negociação diante do receio de que os dados dos usuários do aplicativo sejam repassados para anunciantes, como acontece no Facebook.

Quando anunciou o negócio bilionário, o Facebook já havia garantido que as operações das duas empresas continuariam separadas, respeitando os limites definidos em cada uma das redes. Em nota, a empresa de Mark Zuckerberg se declarou satisfeita com o resultado da avaliação.

 Via Mashable


Fonte:olhardigital


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