.GLOBO deve ser o primeiro dos novos domínios da Internet concedido ao Brasil

10/02/2014 08:45

Desde de que a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers -ICANN, autoridade internacional sobre nomes de domínio internet, divulgou a lista de candidatos a novos domínios genéricos de primeiro nível – os chamados gTLDs ou generic top-level domain – os brasileiros ficaram sabendo do interesse de empresas e entidades aqui do país em terem seus próprios sufixos nos endereços usados na grande rede.

Segundo um documento divulgado pela ICANN, na época, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (o NIC.br) entrou com um pedido para ser dono dos endereços que terminam em .BOM e .FINAL. Já os bancos Bradesco e Itaú, os postos Ipiranga, a empresa de cosméticos Natura e o portal UOL fizeram os pedidos de domínios que terminam nos nomes de suas marcas (.BRADESCO e .NATURA, por exemplo). A Telefònica registrou .VIVO. E as Organizações Globo também pediu o domínio .GLOBO.

No fim de janeiro, com a divulgação de que 100 dos novos domínios finalmente já haviam sido incorporados à raiz da Internet, estando portanto liberados para serem usados por seus proprietários, comecei a pesquisar o status dos pedidos brasileiros.

Em conversa com o NIC.br, descobri que, ao contrário do imaginado, o domínio .RIO não seria o primeiro a ser concedido pela ICANN. Um outro, de uma grande empresa de mídia, estava mais adiantado. Por mais que insistisse, mantiveram o seu nome em sigilo. Mas não foi muito difícil descobrir, pesquisando hoje, com calma, no site da ICANN.

O processo de delegação do domínio .GLOBO, pertencente à Globo Comunicação e Participações S.A., é o que está mais adiantado. O contrato com a ICANN está devidamente assinado desde meados de dezembro.


(Clique aqui  para ampliar)

No documento encaminhado à ICANN,  a Globo informa que o domínio .GLOBO “será específico, criado para concentrar todos os conteúdos gerados pelas Organizações Globo”.  No primeiro momento, o foco será usá-lo na  TV Globo e na Globo.com, mas a intenção é, no médio prazo, ter todos os conteúdos da marca Globo sob o domínio .GLOBO”.

“Vamos criar uma nova casa para a Globo na internet! Como hoje, vamos produzir conteúdos específicos para o canal digital e adaptar a ampla gama de conteúdo para a internet. Desta forma, a Globo irá atestar a origem do conteúdo sob o .GLOBO, evitando cybersquat/cybersquatting e fraudes. Queremos também ter uma vantagem competitiva frente a nossos concorrentes com o objetivo final de ser o primeiro nome de domínio para notícias e entretenimento na internet no Brasil. O gerenciamento de domínio .GLOBO estará a cargo das Organizações Globo e particulares não terão a possibilidade de se registrar”, diz o documento. O que significa que terceiros (nós internautas, por exemplo) não terão a possibilidade de solicitar ou registrar endereços com o sufixo .GLOBO.

Ao que tudo indica, o objetivo declarado de ineditismo será atingido. Infelizmente, não a tempo de já ter sido anunciado como “concedido” em janeiro, quando a TV Globo anunciou o planejamento e a programação 2014, segundo o Blue Bus, apostando mais no digital.

Aliás, peço licença ao Julio Hungria para reproduzir aqui o trecho que considerado mais indicativo dos novos tempos nas OGs no discurso de Natal do Roberto Irineu Marinho que o Blue Bus publicou.

(…) passou o tempo em que se acreditava que o futuro era ter, na internet, extensões dos nossos conteúdos já existentes. O futuro é ter a consciência de que, se tudo já é digital, não faz mais sentido pensar num conteúdo como se ainda existissem duas formas de consumo, a digital e a analógica. Devemos pensar os produtos já com a visão de que podem e têm de ser atraentes não importa como serão consumidos”.

Ora, se a produção é digital e o consumo também, limitações serão superadas, recursos serão mais bem usados, potencialidades serão descobertas, complementaridades na forma de consumo reforçadas, e um conteúdo mais completo, mais atraente, mais abrangente e mais criativo será oferecido”.

Essa visão tem de estar presente em todas as etapas: na concepção da ideia, na sua realização e na distribuição. E a chave continuará a sempre ser a qualidade dos nossos conteúdos e do relacionamento com nossos clientes. Isso certamente resultará em erros e acertos, mas é esse o caminho que nos levará ao bom futuro. É desse movimento que pode surgir o inesperado, algo que ainda não sabemos o que é, algo que o público ainda não sabe que lhe é necessário e prazeroso e que, quem sabe, se torne um fenômeno.

É isso… Um domínio.GLOBO, neste cenário, é primordial.

Desde 29 de janeiro, quando anunciou que os 100 novos domínios estavam incorporados à raiz, a ICANN já fez duas novas liberações. Em nenhuma delas constava o domínio .GLOBO. Mas as liberações começarão a ser cada vez mais frequentes, a partir de agora.

Em relação aos demais domínios, segundo Demi Getschko, presidente do NIC.br, encontram-se todos no que a ICANN chama de fase de negociação de contratos. (clique na imagem para ter acesso ao status dos mais de mil domínios em análise).

Dos  domínios que serão operados pelo NIC.br, .RIO é o mais adiantado. Tudo indicada que estará liberado ainda neste primeiro trimestre de 2014. Já a expectativa para os domínios .BOM e .FINAL, que ainda não contam com um plano de aplicação, é a de que só sejam liberados  no quarto trimestre deste ano, segundo Frederico Neves, diretor de Serviços e Tecnologia do NIC.br.

O plano de expansão da extensões de domínios foi anunciado pela primeira vez há três anos em 26 de junho de 2008, no 32º encontro da ICANN em Paris. A aprovação aconteceu na 41º reunião internacional em Cingapura, os membros da diretoria da ICANN votaram 13 a favor, 1 contra e 2 abster-se.

“A ICANN abriu o sistema de endereços da Internet para as ilimitadas possibilidades da imaginação humana. Ninguém poderá prever aonde esta decisão histórica irá nos levar”, disse Rod Beckstrom, presidente e CEO da ICANN, na ocasião.

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Desde de que a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers -ICANN, autoridade internacional sobre nomes de domínio internet, divulgou a lista de candidatos a novos domínios genéricos de primeiro nível – os chamados gTLDs ou generic top-level domain – os brasileiros ficaram sabendo do interesse de empresas e entidades aqui do país em terem seus próprios sufixos nos endereços usados na grande rede.

Segundo um documento divulgado pela ICANN, na época, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (o NIC.br) entrou com um pedido para ser dono dos endereços que terminam em .BOM e .FINAL. Já os bancos Bradesco e Itaú, os postos Ipiranga, a empresa de cosméticos Natura e o portal UOL fizeram os pedidos de domínios que terminam nos nomes de suas marcas (.BRADESCO e .NATURA, por exemplo). A Telefònica registrou .VIVO. E as Organizações Globo também pediu o domínio .GLOBO.

No fim de janeiro, com a divulgação de que 100 dos novos domínios finalmente já haviam sido incorporados à raiz da Internet, estando portanto liberados para serem usados por seus proprietários, comecei a pesquisar o status dos pedidos brasileiros.

Em conversa com o NIC.br, descobri que, ao contrário do imaginado, o domínio .RIO não seria o primeiro a ser concedido pela ICANN. Um outro, de uma grande empresa de mídia, estava mais adiantado. Por mais que insistisse, mantiveram o seu nome em sigilo. Mas não foi muito difícil descobrir, pesquisando hoje, com calma, no site da ICANN.

O processo de delegação do domínio .GLOBO, pertencente à Globo Comunicação e Participações S.A., é o que está mais adiantado. O contrato com a ICANN está devidamente assinado desde meados de dezembro.


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No documento encaminhado à ICANN,  a Globo informa que o domínio .GLOBO “será específico, criado para concentrar todos os conteúdos gerados pelas Organizações Globo”.  No primeiro momento, o foco será usá-lo na  TV Globo e na Globo.com, mas a intenção é, no médio prazo, ter todos os conteúdos da marca Globo sob o domínio .GLOBO”.

“Vamos criar uma nova casa para a Globo na internet! Como hoje, vamos produzir conteúdos específicos para o canal digital e adaptar a ampla gama de conteúdo para a internet. Desta forma, a Globo irá atestar a origem do conteúdo sob o .GLOBO, evitando cybersquat/cybersquatting e fraudes. Queremos também ter uma vantagem competitiva frente a nossos concorrentes com o objetivo final de ser o primeiro nome de domínio para notícias e entretenimento na internet no Brasil. O gerenciamento de domínio .GLOBO estará a cargo das Organizações Globo e particulares não terão a possibilidade de se registrar”, diz o documento. O que significa que terceiros (nós internautas, por exemplo) não terão a possibilidade de solicitar ou registrar endereços com o sufixo .GLOBO.

Ao que tudo indica, o objetivo declarado de ineditismo será atingido. Infelizmente, não a tempo de já ter sido anunciado como “concedido” em janeiro, quando a TV Globo anunciou o planejamento e a programação 2014, segundo o Blue Bus, apostando mais no digital.

Aliás, peço licença ao Julio Hungria para reproduzir aqui o trecho que considerado mais indicativo dos novos tempos nas OGs no discurso de Natal do Roberto Irineu Marinho que o Blue Bus publicou.

(…) passou o tempo em que se acreditava que o futuro era ter, na internet, extensões dos nossos conteúdos já existentes. O futuro é ter a consciência de que, se tudo já é digital, não faz mais sentido pensar num conteúdo como se ainda existissem duas formas de consumo, a digital e a analógica. Devemos pensar os produtos já com a visão de que podem e têm de ser atraentes não importa como serão consumidos”.

Ora, se a produção é digital e o consumo também, limitações serão superadas, recursos serão mais bem usados, potencialidades serão descobertas, complementaridades na forma de consumo reforçadas, e um conteúdo mais completo, mais atraente, mais abrangente e mais criativo será oferecido”.

Essa visão tem de estar presente em todas as etapas: na concepção da ideia, na sua realização e na distribuição. E a chave continuará a sempre ser a qualidade dos nossos conteúdos e do relacionamento com nossos clientes. Isso certamente resultará em erros e acertos, mas é esse o caminho que nos levará ao bom futuro. É desse movimento que pode surgir o inesperado, algo que ainda não sabemos o que é, algo que o público ainda não sabe que lhe é necessário e prazeroso e que, quem sabe, se torne um fenômeno.

É isso… Um domínio.GLOBO, neste cenário, é primordial.

Desde 29 de janeiro, quando anunciou que os 100 novos domínios estavam incorporados à raiz, a ICANN já fez duas novas liberações. Em nenhuma delas constava o domínio .GLOBO. Mas as liberações começarão a ser cada vez mais frequentes, a partir de agora.

Em relação aos demais domínios, segundo Demi Getschko, presidente do NIC.br, encontram-se todos no que a ICANN chama de fase de negociação de contratos. (clique na imagem para ter acesso ao status dos mais de mil domínios em análise).

Dos  domínios que serão operados pelo NIC.br, .RIO é o mais adiantado. Tudo indicada que estará liberado ainda neste primeiro trimestre de 2014. Já a expectativa para os domínios .BOM e .FINAL, que ainda não contam com um plano de aplicação, é a de que só sejam liberados  no quarto trimestre deste ano, segundo Frederico Neves, diretor de Serviços e Tecnologia do NIC.br.

O plano de expansão da extensões de domínios foi anunciado pela primeira vez há três anos em 26 de junho de 2008, no 32º encontro da ICANN em Paris. A aprovação aconteceu na 41º reunião internacional em Cingapura, os membros da diretoria da ICANN votaram 13 a favor, 1 contra e 2 abster-se.

“A ICANN abriu o sistema de endereços da Internet para as ilimitadas possibilidades da imaginação humana. Ninguém poderá prever aonde esta decisão histórica irá nos levar”, disse Rod Beckstrom, presidente e CEO da ICANN, na ocasião.

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