Implante em forma de rede monitora cérebro e o ajuda a se regenerar

09/06/2015 10:38

Pesquisadores da Universidade de Harvard desenvolveram um sensor eletrônico em formato de rede que pode ajudar a corrigir problemas na medula espinhal, conectar partes do cérebro e até eliminar tumores. O dispositivo é tão pequeno que não causa nenhum dano ao tecido cerebral que o circunda, o que facilita a injeção no cérebro. Até hoje, procedimentos cirúrgicos realizados utilizam agulhas, facas ou um tipo de sona, o que pode acabar ferindo partes importantes do corpo.

A malha é feita de um polímero com sistemas eletrônicos incorporados. Em testes com ratos de laboratórios, depois de uma injeção de alguns centímetros no cérebro dos animais, os cientistas foram capazes de monitorar os sinais do cérebro.

O professor explica que a rigidez do sensor eletrônico flexível é de quatro a seis vezes maior do que a dos atuais. "As células podem penetrar através dele", explica o professor de química da Universidade de Harvard e um dos autores do projeto Charles Lieber.

Como resultado, o sensor não provoca uma resposta do sistema imunológico do paciente, o que comumente chamamos de rejeição. "Um dos principais desafios com dispositivos implantáveis é que o procedimento pode ser bastante invasivo. Este método faz com que a tarefa seja simples e provavelmente quase indolor. Acredito que este conceito será amplamente aplicável a outros casos onde é preciso inserir um componente eletrônico basante fino no corpo", explica o professor de engenharia química da Universidade de Stanford Zhenan Bao, que também está desenvolvendo eletrônicos injetáveis.

Regeneração

Depois de implantar o dispositivo em uma região específica do cérebro do rato,os pesquisadores descobriram que as células neurais foram capazes de se regenerar e migrar para a malha. "O sistema eletrônico de malha se mostrou um excelente tecido consistente. Acreditamos que os implantes de malha são bons candidatos para a terapia celular em tratamentos de AVCs e outras doenças neurodegenerativas, explica Lieber.

De acordo com os autores da pesquisa, o próximo passo é utilizar a malha com células tronco para ajudar a reparar áreas danificadas do cérebro, além de testes com um dispositivo eletrônico com múltiplas funções. Os testes em humanos devem demorar alguns anos para sairem do papel.

 Via Discovery Tech 


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