Inovação digital: equipe internas ou externas?

09/02/2014 13:09

Se ao menos as disrupções digitais fossem fáceis como a construção de um aplicativo móvel ou a coleta de 1.000 “curtir” no Facebook. O fato é que provocar a disrupção em seu próprio modelo de negócio antes que a revolução digital o faça é uma tarefa árdua. Não é somente você que não acompanha a velocidade das startups da web, mas também a sua própria inércia corporativa.

Esses obstáculos persistem apesar do entusiasmo pela inovação digital. Dos executivos globais entrevistados pela empresa de pesquisa Forrester, 89% acreditam que as ferramentas digitais e experiências trazidas com elas vão transformar suas indústrias e 65% estão animados com essas mudanças. Contudo, apenas um terço desses mesmos executivos acredita que suas empresas possuem políticas de adaptação à disrupção digital.

Culturas corporativas complacentes podem barrar os esforços de inovação digital, aponta James McQuivey, analista principal da Forrester e autor do livro “Disruption Digital: desencadeando a próxima onda de inovação”.

As barreiras podem ser cultural, estrutural ou processual, ele enumera. Uma empresa com barreiras estruturais tem “camadas excessivas composta por uma gerência média ansiosa entre as ideias e sua execução”, acrescida da “ausência de incentivos para se envolver em colaboração”.

Problemas culturais não são exatamente evidentes, mas manifestam-se através de um comportamento que é antagônico a estranhos e novas ideias. Obstáculos processuais, observa McQuivey, ocorrem quando as empresas estacionam em políticas que deram certo há 10 anos, mas que agora ficam no meio caminho da inovação. O infame método de avaliação de funcionários que era utilizado pela Microsoft, onde os departamentos e os indivíduos são medidos contra o sucesso de outros departamentos e indivíduos, é um exemplo de procedimentos desatualizados que distraem do principal objetivo: servir o cliente.

Para romper com esses modelos, uma das questões críticas é a possibilidade de construir uma  equipe interna ou externa de disrupção ou inovação. De acordo com um relatório escrito por McQuivey no ano passado, intitulado “Organizando para a disrupção digital: onde e como acender a disrupção que você precisa”, você pode dedicar uma equipe dentro da empresa inteiramente à disrupção. Ou então, terceirizar uma equipa externa – uma empresa de consultoria, ou até mesmo uma startup que sua empresa adquiriu. O Walmart, por exemplo, criou WalmartLabs no Vale do Silício, resultado de diversas aquisições de startups pela varejista que levou à criação de uma equipe de inovação independente.

O objetivo final é trazer a mentalidade de disrupção digital de volta para a empresa, tornando a disrupção o trabalho de todos. Se sua empresa tem uma cultura “mente aberta” entre os departamentos (uma raridade), McQuivey recomenda formar várias equipes pequenas “cada uma encarregada de uma meta específica de ruptura”. Mas poucas empresas grandes têm uma natureza tão progressista, acrescenta o especialista, então esta estratégia é mais um destino do que um ponto de partida. O ponto de partida para a maioria das empresas é formar uma equipe.

Mas o que é melhor para a minha empresa: uma equipe interna ou externa? De modo geral, o o especialista aconselha:

Equipes internas de disrupção podem obter resultados quando a cultura da empresa é presa ao status quo, mas conta com forte apoio do C-level. Separar uma equipe interna pode livrar a companhia de uma bagagem cultural e mostrar aos pessimistas que a inovação é possível.

O analista ressaltou que as equipes internas devem reportar a um executivo de alto nível para obter credibilidade. “Se a equipe responde para alguém três níveis abaixo do CEO, ninguém vai levá-los a sério.”

Transparência é o segredo: o time precisa que todos da companhia saibam explicitamente o que eles estão fazendo e por quê.

Estamos implementando ferramentas de visualização de dados para que nossos dados sejam entendidos por todos, por exemplo. Ou então, estamos redesenhando o nosso site de comércio eletrônico que está desatualizado e trazendo novos recursos que vão gerar mais receita.

Equipes externos de disrupção podem ter sucesso quando uma empresa apresenta obstáculos culturais e estruturais. Se esse é o estado lamentável de sua empresa, promover a inovação fora de casa pode ser sua única opção.

Uma equipe externa também exige um investimento inicial de aproximadamente 2 milhões de dólares, segundo o especialista, aumentando a pressão sobre a mesma para colocar ideias inovadoras em prática e conquistar pessoas que estão do lado de dentro. Esta abordagem deve ter um apoio público desde o C-level, para que os grupos internos estejam assegurando à equipe interna que ela tem o selo de aprovação.

“Certas pessoas dentro da empresa vão desejar que esta equipe externa falhe, já que os riscos são altos”, comenta McQuivey.

Ele recomenda manter equipes internas pequenas (de seis a oito pessoas é um bom tamanho), com representantes de grupos como TI, marketing e operações. Com o apoio de C-level, essas equipes terão a confiança para perseguir esse novo produto que irá gerar receita, antes que um concorrente o faça. Por isso, faça isso rapidamente, acrescenta McQuivey .

 

fonte:techtudo


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