Internet das coisas ainda exige muito trabalho

13/11/2013 19:23

Os dispositivos móveis interligados  podem tornar a vida mais fácil, em uma perspectiva de longo prazo. Mas hoje ainda resultam em um conjunto de dores de cabeça, e vão exigir muito trabalho, disseram especialistas que participaram de um painel no Open Mobile Summit.

Casas inteligentes , carros conectados à Internet e dispositivos de vestir representam a próxima geração de equipamentos móveis, além dos smartphones. Os novos sistemas coexistirão com os smartphones, pelo menos, nos próximos anos – embora seja difícil prever o panorama da mobilidade daqui a 10 anos, tendo em conta as mudanças ocorridas desde a introdução do iPhone em 2007.

Mas, além de conveniência e do fator de sedução, ainda é difícil viver com estes dispositivos, e não deverá ficar mais fácil no curto prazo, e à medida que proliferarem, consideraram os especialistas.

“Estamos prestes atingir o máximo daquilo que as pessoas estão dispostas a cuidar”, disse Mark Rolston , chefe de criatividade da Frog Design. ” Quantos dispositivos se quer ter e tentar manter vivos e acordados durante todo o dia?”

A gestão de dispositivos é também a maior preocupação para Ro McNally, vice-presidente de tecnologia de dispositivos da Verizon Wireless. A quantidade de aparelhos por pessoa é um desafio tanto para a engenharia de sistemas como para a experiência do cliente, diz.

Vida difícil
Entre tratar da conexão dos dispositivos, digitar passwords, gerir redes domésticas de WiFi e lidar com os departamentos empresariais de TI no trabalho, a vida “conectada“ já é difícil hoje para alguns usuários, considera Rolston.

“São administradores de rede, por acidente “, disse ele. Isso cria uma oportunidade de negócio para quem queira assumir essas tarefas como um serviço virtual, alerta.

Mas houve também elogios à Internet das coisas. Jan Uddenfeldt , consultor senior de tecnologia da Sony , considerou o SmartWatch como um dispositivo “capaz de realmente ser usado ” na atual versão.

Mas ainda há muitos desafios para os usuários, de acordo com Rick Osterloh, vice -presidente senior de gestão de produtos da subsidiária da Google, a Motorola Mobility .

Premissas de interface estão erradas
“Olhando para o que existe hoje, há um universo terrivelmente fragmentado para o usuário final “, afirma Osterloh. “Há tanta coisa por corrigir”, considera, dando o exemplo da configuração manual de conexões sem fio via Bluetooth, WiFi Direct e uma série de outras tecnologias.

”É tão bizarro que a tecnologia subjacente esteja exposta aos usuários ainda durante a fase de definições“, disse Osterloh. Na opinião dele, isso só deverá mudar dentro de três anos.

Todas as premissas de interfaces de dispositivos móveis estão erradas, de acordo com Osterloh e outros especialistas. Os dispositivos deviam questionar o que os usuários  querem e aprender com os eventos anteriores, em vez de forçar os usuários a pedirem, consideraram os especialistas.

”Há apenas um milhão de casos de utilização onde hoje não há interface para tentar entender o que o usuário deseja, e no futuro deve haver apenas uma ação para realizar o que é preciso“, disse Osterloch . Por exemplo, um carro deve conectar-se automaticamente à Internet , através de um dispositivo incorporado ou pelo smartphone. E quando chegar na casa do condutor, acender as luzes da casa automaticamente, disse ele.

Com um computador ao redor
As casas também precisam ser transformadas, considera Rolston. Usar um smartphone para controlar dispositivos em casa não faz sentido , disse ele. Os muitos aparelhos e sistemas de controle devem formar, juntos, um computador próprio.

“O computador não será uma caixa em um canto da casa, ou um dispositivo no seu bolso, mas algo nos cerca”, afirmou Rolston. “Nós já temos problemas com isso agora . Construímos toda uma indústria de marketing e desenvolvimento em torno de caixas”.

 

fonte idgnow


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