Lâmpada elétrica feita com grafeno será mais barata que modelos de LED

31/03/2015 13:10
Vida útil da lâmpada de grafeno é superior as tradicionais, dizem pesquisadores. Expectativa é que primeiras lâmpadas sejam vendidas este ano
 

Em 2004,  os físicos russos Andre Geim e Konstantin Novoselov, ambos da Universidade de Manchester, na Inglaterra, conseguiram pela primeira vez isolar o grafeno. A descoberta deu a eles o Prêmio Nobel de Física de 2010.

Agora, cerca de dez anos depois, os primeiros produtos à base do material são anunciados. É o caso de uma lâmpada elétrica desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Manchester e do Instituto Nacional de Grafeno do Reino Unido (NGI, sigla em ingês). Segundo os cientistas, o custo de produção do novo produto é inferior às tradicionais lâmpadas e sua vida útil é superior às econômicas lâmpadas LED. A expectativa é que o novo modelo esteja no mercado ainda este ano.

A lâmpada contêm uma luz à LED que é moldada igual ao filamento de uma lâmpada tradicional incandescente, porém ela é revestida com fibras de grafeno. O composto de carbono é conhecido por suas propriedades - ele é 200 vezes mais resistente que o aço e um milhão de vezes mais fino que um fio de cabelo humano. Especialistas defendem que o material substituirá o silício e deve orientar uma nova revolução tecnológica.

"Produtos à base de grafeno estão se tornando uma realidade apenas uma década depois que seu material foi isolado. Um período muito curto em termos científicos", disse Colin Bailey, vice-presidente da Universidade de Manchester, em declaração.

A nova lâmpada de grafeno será regulável assim como uma lâmpada tradicional, e será vendida a um preço competitivo pela Graphene Lighting PLC, uma empresa com base no Reino Unido.

Nem  a universidade ou mesmo o Instituto Nacional de Grafeno deram maiores informações a respeito do tempo de vida útil da lâmpada, apenas dizendo que o modelo tem duração superior as lâmpadas a LED e são mais baratas para produzirem.

Atualmente há mais de 35 empresas que firmaram parceria com o NGI. Em 2017, a universidade deve inaugurar o Graphene Engineering Innovation Centre (GEIC), cujo objetivo é acelerar o processo de oferta de produtos feitos com o material.

 

Fonte:IDGNOW

 


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