Ministro diz que Google e Facebook tratam os países como "paraísos fiscais"

26/02/2014 07:56


Duas semanas depois da notícia de que a Receita Federal investiga os modelos de negócio das empresas estrangeiras que operam na internet brasileira, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, falou que elas "tratam os países como paraísos fiscais". A declaração aconteceu nessa segunda-feira na Mobile World Congress, em Barcelona, na Espanha.

A mando da presidente Dilma, gigantes como Facebook, Google e Apple estão sendo notificadas para explicar o recolhimento de impostos. O governo suspeita que elas vendam serviços por aqui, por meio de cartões de crédito internacionais, e faturem o pagamento em subsidiárias instaladas em outros países. Ao Olhar Digital Google e Facebook negaram a sonegação fiscal.

Também comenta-se no Governo que o pagamento dos tributos é incompatível com o volume de faturamento das empresas no Brasil. Nas contas da presidência, o Google registrou receita de US$ 3,5 bilhões em 2013 com venda de publicidade, atrás apenas das Organizações Globo.

"Se você vende um produto pela internet e não paga tributo, é evidente que quem vende e paga está sendo prejudicado. Nós temos que ter transparência e isonomia de condições de mercado", afirmou o ministro em defesa das empresas brasileiras que pagam a totalidade das cargas tributárias.

Citando o Google como exemplo, Paulo Bernardo explicou o que acontece na prática. "Quando você busca um serviço no google.com.br, é redirecionado e não está mais se relacionando e não está mais se relacionando com uma empresa que tem CNPJ no Brasil", diz.

Via: Folha.com 


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