NET, Claro e Nextel se destacam em serviços de banda larga no Sudeste

19/03/2015 09:06

Avaliação da Anatel inclui dados do ultimo trimestre de 2014, captados pela EAQ.

 

A Anatel divulgou nesta segunda-feira, 16 de março, os resultados das medições de banda larga fixa e móvel do quarto trimestre de 2014. O estudo foi promovido pela EAQ (Entidade Avaliadora de Qualidade de Banda Larga) da Anatel. A avaliação da banda larga fixa é realizada com a ajuda voluntária de clientes inscritos no site www.brasilbandalarga.com.br, que recebem medidores (whiteboxes) instalados na própria casa. Para a móvel, os clientes podem baixar o aplicativo para iOS ou Android gratuitamente nas respectivas lojas, formando a base de dados da avaliação.

Na oferta de banda fixa, classificada como Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), foram avaliados todas as prestadoras de serviço dos estados e do Distrito Federal, excluindo o Amapá, que não teve voluntários. Para a banda larga móvel, prestada pelo Serviço Móvel Pessoal (SMP), foram avaliados todas as prestadoras dos estados e do Distrito Federal. Em ambos os casos, a aferição só foi realizada com operadoras com mais de 50 mil clientes.

Nos dados do SCM, foram avaliadas a velocidade instantânea (velocidade de download e upload apurada na hora em que o usuário está usando), a velocidade média (média da velocidade instantânea avaliada durante o mês), a latência (período de transmissão de ida e volta de um pacote, entre a casa do usuário e o servidor de medições), a variação de latência (instabilidade na recepção de pacotes de dados), a perda de pacotes (erro que ocorre quando um dos pacotes não encontra seu destino ou é descartado pela rede, devido à baixa qualidade da conexão ou falha) e a disponibilidade (período durante o mês que os serviços ofertados pela prestadora estiveram disponíveis para o cliente).

Entre os índices apurados sobre a banda larga fixa na região Sudeste, destacam-se o fato de a NET ter batido praticamente todas as metas. A exceção acontece no item Perda de pacotes de dados, para o qual a meta estabelecida não foi atingida no Espírito Santo. Os concorrentes não alcançaram os índices por pouca diferença, cerca de até 5% na maioria dos casos – a meta avaliava sucesso nas operações em, pelo menos, 90% das ocasiões em outubro, subindo para 95% em novembro e dezembro.

As principais falhas encontradas foram na perda de pacotes, onde a Oi figurou em todo o período de estudo na região Sudeste, menos no Estado de São Paulo, onde não atua. Algar Telecom, GVT e Vivo – a última só atende o Estado de São Paulo –, também foram avaliadas.

Nos dois estados da região em que atua, ou seja São Paulo e Minas Gerais, a Algar Telecom apresentou índices abaixo da meta em todo o período. Em Minas Gerais, a prestadora com perda de pacotes sempre abaixo, com diferença de cerca de 2% para o índice, sendo que em outubro ficou quase 5% inferior. Em São Paulo, além da perda de pacotes, a operadora também apresentou baixa velocidade instantânea, ambos com cerca de 3% de diferença.

A Vivo apresentou perda de pacotes com uma diferença maior que 4% comparada à meta, em novembro. Em dezembro, os índices de velocidade instantânea, perda de pacotes e disponibilidade ficaram abaixo, com 94%, 90% e 93%, respectivamente – lembrando que o índice para o mês era de 95% para todos os números.

A GVT foi a segunda melhor prestadora da região Sudeste. Em variados casos, conseguiu bater a meta, apesar da referência de perda de pacotes ter sido comum durante o estudo.

Entre as redes móveis, só são apuradas a velocidade instantânea e a média. A Tim e a Oi demonstraram falhas em quase todas as medições em toda a região. A primeira apresentou os dois índices abaixo do esperado em vários casos, com uma variação de até 14% a menos da meta em ambos.

A Oi aparece com velocidade média menor que a meta na maioria dos casos, com uma diferença de até 16% em um dos casos. No mês de dezembro, a empresa atingiu todas as metas em toda a região. Já a Algar Telecom apareceu com baixa velocidade instantânea e média nos estados onde atua (Minas e São Paulo). Em Minas, a operadora não atingiu os índices em novembro e dezembro. A velocidade instantânea ficou em cerca de 89% (meta é 95%) e a velocidade média ficou em cerca de 76% (meta é 80%). Em São Paulo, a velocidade instantânea não foi atingida em nenhum dos três meses, chegando a uma diferença de quase 9% da meta no mês de dezembro.

A Claro e a Nextel foram as melhores operadoras avaliadas, com nenhum dos índices abaixo da meta. A Vivo apareceu com falhas apenas no Rio de Janeiro, nos meses de novembro e dezembro, com diferença de até 5% na velocidade instantânea e 3% na média.

Os resultados completos da medição são encontrados nos links a seguir:

https://www.anatel.gov.br/Portal/documentos/sala_imprensa/16-3-2015--15h23min35s-GIPAQ_Divulgacao_Indicadores_Outubro_2014.pdf

https://www.anatel.gov.br/Portal/documentos/sala_imprensa/16-3-2015--15h23min57s-GIPAQ_Divulgacao_Indicadores_Novembro_2014.pdf

https://www.anatel.gov.br/Portal/documentos/sala_imprensa/16-3-2015--15h24min22s-GIPAQ_Divulgacao_Indicadores_Dezembro_2014.pdf

 

Fonte:ipnews


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