Testamos os Lumias 1320 e 1520, os celulares de 6 polegadas da Nokia

25/04/2014 08:14

 

A Nokia entrou com tudo no mercado de phablets. Antes limitada por restrições do Windows Phone, a empresa, que agora não precisa se prender a estas amarras, decidiu lançar logo dois aparelhos grandões: são os Lumias 1320 e 1520, ambos com telas de 6 polegadas, que destoam muito em tamanho de tudo que a empresa já lançou no Brasil.

O 1320 é destinado para quem gosta do Windows Phone e procura um aparelho grande, mas quer pagar um valor mais modesto em seu celular e está disposto a abrir mão de algumas coisas por isso, custando R$ 1,4 mil. O 1520 não possui freios: ele tem configurações de hardware, câmera e tela muito boas, para quem procura o maior desempenho e está disposto a pagar caro por isso: são R$ 2,6 mil.

Apesar de terem suas diferenças, principalmente internas, ambos são muito parecidos fisicamente. Eles têm o mesmo tamanho, mas o 1320 tem um formato mais arredondado nos cantos, enquanto o 1520 tem um visual mais “pontudo” e angular. O segundo também tem uma traseira fixa, enquanto o primeiro é removível. Em nenhum dos casos é possível trocar a bateria, no entanto.

Ambos, no entanto, contam slot para cartão microSD, que é uma tendência que nós do Olhar Digital achamos que nunca deveria ter sido abandonada pela indústria nos aparelhos tops de linha. A inclusão é uma novidade até para a própria Nokia, que não trouxe nada do tipo no Lumia 920 e 1020.

Câmera

Reprodução

Claro, há diferenças, e elas são bem grandes. A primeira delas diz respeito à câmera: o 1320 apanha feio do 1520.

O primeiro tem apenas 5 megapixels e flash simples. A câmera não é muito melhor do que o que encontramos em alguns aparelhos intermediários e antigos da Nokia, como o Lumia 720. Para um celular novo e pelo preço, isso poderia ser bem melhor. Na verdade, se comparado com o 920, que já custa R$ 400 a menos, o desempenho da câmera chega a ser pífio. Pelo menos o aparelho é capaz de capturar vídeos em 1080p e se sai bem com isso.

A crítica é porque a Nokia consegue fazer melhor do que isso, comparado com o que já foi visto em produtos lançados passado. Não é nem de longe a pior câmera que já testamos, no entanto. Ela faz boas imagens em um ambiente aberto e bem iluminado, mas a qualidade de uma câmera é definida pelas condições não-ideais, e nessa parte ela vai mal. Para “selfies”, o 1320 também não é uma boa ideia. Sua câmera frontal de apenas 0,3 MP vai produzir imagens granuladas ou tremidas em quase todas as situações. O ideal é usá-lo apenas em videoconferências, quando a qualidade tem menos importância.

O 1520 não tem estes problemas, porém. Sua câmera traseira é confiável e conta com a tecnologia PureView da Nokia e os recursos de configurações manuais de câmera que permitem que fotógrafos avançados possam fazer fotos incríveis. Ela tem lentes Carl-Zeiss e faz fotos de 20 MP, que permite brincar com o zoom sem muita perda de qualidade. Mesmo ficando atrás do 1020 em quantidade de megapixels, as duas câmeras são definitivamente comparáveis e as perdas são pequenas, se não inexistentes.

Desempenho
Vamos ser honestos: o Windows Phone não precisa de um Snapdragon 800, pelo menos por enquanto. O processador se tornou padrão nos Androids tops de linha, mas parece exagero no Lumia 1520. Mesmo nos aparelhos mais baratos com WP é difícil sofrer com lags e travamentos. Jogos publicados para a plataforma normalmente são otimizados para hardwares mais modestos, como o dos Lumias 920 e 1020, então dificilmente algum aplicativo usa todo esse poder bruto.

Isso não significa, no entanto, que será assim para sempre. O 1520 tem mais poder do que ele realmente necessita, mas o WP 8.1 está chegando, e as coisas podem ficar mais pesadas. No caso de as coisas começarem a mudar no sistema da Microsoft, o aparelho está preparado, com seus 2 GB de memória RAM e um dos processadores móveis mais poderosos do mercado.

O mesmo não se pode dizer do 1320. Como dissemos, é praticamente impossível se deparar com algum tipo de lag ou travamento com o Windows Phone como está hoje. Entretanto, a plataforma está passando por mudanças e se adaptando a uma era de computação móvel mais exigente. Com o Snapdragon 400 e 1 GB de RAM, o 1320 pode não estar preparado para o futuro, mas aguenta o presente tranquilamente.


Tela

Reprodução

Esse é um dos diferenciais entre os dois celulares, mas que dificilmente é notado no cotidiano. O Windows Phone 8 é conhecido por ser uma tela preta com blocos de cores sólidas, sem degradês, sem contrastes. É um visual muito simples e uma supertela de 1080p não faz tanta falta assim em relação a uma de 720p neste sentido.

Com a atualização para o Windows Phone 8.1, será possível usar novas imagens como plano de fundo e aí sim talvez faça uma diferença real.

Aqui no Olhar Digital já discutimos que a diferença entre HD e Full HD só é realmente notável quando lidamos com telas bem grandes, do tamanho de uma TV, ou pelo menos um tablet. Claro, números maiores de pixels na tela são legais no papel, mas na prática é difícil notar alguma coisa em uma telinha de 6 polegadas; no máximo alguma coisinha diferente ao assistir a um vídeo ou olhar fotos de alta resolução, o que não é o caso na maioria das vezes na internet. Nem mesmo os jogos são capazes de aproveitar direito este potencial.

De qualquer forma, ambas as telas são muito boas e contam com o diferencial de serem mais espaçosas, permitindo a utilização de três colunas de blocos dinâmicos. O recurso será liberado para qualquer usuário do WP 8.1, mas por enquanto só estes dois aparelhos tem a opção. Como já dissemos no nosso review da nova versão do Windows, a alternativa é uma benção e uma maldição: quem sabe se organizar poderá acessar mais rapidamente seus aplicativos favoritos, mas os bagunceiros acabarão poluindo toda a tela do aparelho. Mesmo assim, ter a opção de bagunçar seu aparelho é algo excelente.


Outra coisa que a tela gigante permite é uma experiência incrível de teclado, uma das melhores que já tivemos em um celular, certamente. Com os phablets, é possível digitar quase como um teclado convencional, com tanto espaço na tela. Um teclado virtual nunca será tão eficiente quanto um físico, no entanto, mas os novos Lumias são o que chega mais perto disso, até onde testamos.


Bateria
Não temos muito a falar sobre isso aqui: ambos foram excelentes nos nossos testes. Conectados ao Wi-Fi, mas em stand-by, eles conseguiram durar mais de uma semana ligados; em uso constante, ultrapassaram de longe a barreira de um dia de uso. Um alívio imenso para aqueles que chegam em casa correndo para botar o smartphone na tomada, quando não têm que parar para carregá-los no meio do dia.


Conclusão

Phablets formam uma categoria que divide opiniões. Há aqueles que dizem que o tamanho é exagerado para um telefone e que as pessoas parecem “bestas” com um aparelho desse tamanho no ouvido; outros gostam de aproveitar o espaço extra para digitar com mais precisão e ter uma experiência melhor de vídeo. Ambos os Lumias devem agradar esse segundo grupo.

No entanto, a câmera do 1320 realmente incomoda não por falta de qualidade, mas porque poderia ser melhor para um aparelho com este preço. Quem procura ficar com o Windows Phone e quer um bom aparelho, mais barato e com uma câmera melhor, pode checar o Lumia 920 ou o 925. Eles são bem menores, com apenas 4,5 polegadas no entanto, e não servem para quem procura um smartphone grandão. Assim, o 1320 é indicado apenas para quem não abre mão da tela gigante e procura um aparelho com WP mais acessível que o 1520.

Já o Lumia 1520 é o que há de melhor de Windows Phone no mercado brasileiro, sem sombra de dúvidas. É o mais potente, tem uma câmera excelente, tela incrível e reina sozinho enquanto não é lançado o Lumia 930, anunciado neste mês, sem previsão de lançamento. Como dito no início do texto, porém, ele é para aqueles que querem e podem gastar R$ 2,6 mil em um celular: estas pessoas não ficarão insatisfeitas. O único defeito que encontramos foi o fato de ele requerer um chip NanoSIM, que é uma chateação para conseguir.

 

Fonte:olhardigital


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