TIM entra no mercado de proteção anti-DDoS

24/05/2014 17:17

Operadora investe R$ 4 milhões no desenvolvimento da nova solução.

 

A TIM anunciou nesta quinta-feira, 22, o lançamento de uma solução anti-DDoS (Distribution Denial Service). O produto, que exigiu investimentos da ordem de R$ 4 milhões em desenvolvimento de sistemas, pessoas e treinamento, tem como público-alvo grandes companhias, de dados de diversos setores, especialmente bancos, que apresentam alto tráfego de dados.

Mais da metade dos internautas já sofreu ataques virtuais

Ataques DDoS, o pesadelo das empresas

A iniciativa partiu da necessidade de conter ataques, como o que ocorreu há cerca de dois anos em um banco, que teve seu site atacado por um grupo de hackers - conhecida como DDoS. Para conter o ataque, a equipe de segurança da TIM, localizada no SOC (Security Operation Center), em Santo André, interveio com a missão de desviar todo o tráfego sujo, ação conhecida como cleanpipe, para evitar maiores danos ao sistema e ao cliente.

Segundo a TIM, o serviço monitora qualquer alteração suspeita e, quando detectada, o tráfego indesejado é automaticamente desviado para uma estação de segurança, sem que o servidor do cliente seja afetado. Hoje, a TIM já administra, em média, 4.500 ataques por mês. Na ocasião do ataque que originou o estudo do negócio, o site do banco chegou a cair mais de 20 vezes e desde a implantação do serviço pela TIM não houve mais nenhum incidente. Segundo a Cert.BR, Centro de Estudo, Resposta e Tratamento de incidentes de segurança no Brasil, em 2012 o país sofreu mais de 46 mil ataques de negação de serviço, 64% originados aqui mesmo, seguido por Estados Unidos com 11% e China com 6%.

Em comunicado, Alex Salgado, diretor da unidade de negócios corporativos fixo, diz que os ataques DDoS são uma enorme ameaça à disponibilidade de serviços das empresas, bastando ter um IP para estar vulnerável. “Fazer o monitoramento por meio de uma operadora é a melhor forma de se proteger uma vez que temos ferramentas que permitem remover o tráfego sujo para análise e limpeza sem interromper os serviços à empresa e aos seus clientes, evitando prejuízo financeiro ou indisponibilidade de banda.

O monitoramento é feito por um centro de segurança da operadora, o SOC, que opera 24 horas por dia, sete dias por semana, em todos os dias do ano. A equipe é formada por funcionários da TIM, com tecnologia própria, e há participação do fornecedor Arbor para venda e suporte ao produto. No SOC, são analisados os riscos e há um monitoramento de tentativas de ataque contra a própria TIM e seus clientes corporativos 2G, 3G, 4G, de banda larga e fixa. O Security Operation Center da TIM é integrado ao Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br), mantido pelo NIC.br, do Comitê Gestor da Internet do Brasil e foi o primeiro de uma operadora móvel a fazer parte desta rede de defesa.

 

 

Fonte:ipnews


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