TomTom terá serviço de tráfego em tempo real no Brasil a partir de dezembro

14/11/2013 06:37

A TomTom terá serviço de tráfego em tempo real no Brasil, com nome de "Live Traffic". A empresa disponibilizará o recurso a partir de dezembro, inicialmente apenas para usuários do aplicativo TomTom Brasil no iOS e Android, por uma atualização com taxa ainda não estipulada.

Os futuros aparelhos da TomTom, a partir de 2014, conseguirão enxergar gargalos no trânsito e traçar rotas que os evitem (Foto: Divulgação/TomTom)
Os futuros aparelhos da TomTom, a partir de 2014, conseguirão visualizar informações do trânsito e traçar rotas que os evitem (Foto: Divulgação/TomTom)

A empresa está há dois anos trabalhando na tecnologia e recentemente passou a oferecer o serviço para empresas e órgãos governamentais. Para o usuário final, porém, ele ficará disponível gratuitamente como um planejador de rotas via browser em https://www.tomtom.com/livetraffic/, a ser liberado quando o aplicativo para dispositivos móveis for atualizado.

Em 2014, a TomTom planeja lançar uma linha de aparelhos GPS que integre o serviço Live Traffic ao mapeamento de rotas, e para tal fechou contrato com a Vivo para enviá-los às lojas já com conexão 3G embutida “por toda a vida do aparelho”. “Não será cobrado nenhum tipo de mensalidade por isso, pois a conexão exige pouca banda. Demos um jeito de incluir esse gasto já no preço do aparelho”, explicou Ralf-Peter Schäfer, chefe do departamento tráfego da TomTom.

Essa nova linha de navegadores, segundo ele, irá remapear a rota até o destino final a cada dois minutos, eventualmente informando o motorista se algum congestionamento aparecer. Por opção do usuário, o aparelho irá então traçar outros caminhos, levando em conta tráfego e informações de clima, dentre os quais o com o menor tempo será escolhido. Schäfer espera que esses novos modelos cheguem ao Brasil antes de junho de 2014 e, embora não possa dizer o preço, lembra que eles custam cerca de € 300 na Europa (cerca de R$ 930, sem impostos).

Tecnologia em expansão

O Brasil é o 34º país em que a TomTom lançará seu serviço de Live Traffic, que desde 2007 já recebeu sete interações. O sistema usa as coordenadas de GPS de milhões de usuários e celulares com aplicativos TomTom para balancear a medição de tráfego, e usa também o histórico de congestionamentos para prever onde aparecerão os maiores gargalos. No Brasil, essas medições já são fornecidas por 800 mil aparelhos.

Há ainda uma segunda camada de previsão, chamada de IQ Routes, que funciona de forma offline: toda vez que o usuário pluga o navegador ou celular na Internet, a rede interna da TomTom alimenta as previsões de tráfego com dados coletados de maneira anônima por toda a rede, informando as prováveis rotas-armadilhas a serem evitadas. Como todo aparelho da empresa faz isso por conta própria, o volume de dados é enorme.

Captura de mapa do Rio de Janeiro com rotas campeãs de congestionamento. (Foto: Reprodução)
Captura de mapa do Rio de Janeiro com rotas campeãs de congestionamento (Foto: Reprodução/TomTom)

Juntos, o Live Traffic e o IQ Routes reduzem o tempo de viagem do usuário, mas Schäfer diz ainda que o uso em larga escala pode beneficiar o sistema de transporte como um todo: “O sistema acaba funcionando melhor quando há mais gente conectada. Quanto mais pessoas usarem, mais eficiente ele fica. Em medições feitas na Holanda, a gente percebeu que quando 10% dos motoristas adotaram o TomTom, o tempo de todas as viagens caiu em até 15%. Isso acontece por causa de uma distribuição de tráfego mais inteligente”.

O sistema back-end recebe acusações de tráfego a todo momento. Na demonstração aos jornalistas, a cidade de São Paulo acumulava 1340 pontos com suspeita de congestionamento às 10h da segunda-feira (12), e cada um deles com uma previsão própria para atraso – em alguns casos, de mais de uma hora. Cada rua é reconhecida por fluência, função dentro do sistema de transporte (rodovias, avenidas centrais, ruas perimetrais, capilares etc) e velocidade média, e há centenas de relatórios anônimos dos navegadores chegando a cada minuto. Juntos, eles montam um mapa virtual vivo, que pode ser visualizado tanto pela Internet (no site https://www.tomtom.com/livetraffic/) quanto por cada aparelho conectado.

O pior tráfego das Américas

O uso da infraestrutura montada pela TomTom serve também de termômetro para a situação do tráfego em todos os países cobertos. A empresa liberou recentemente um relatório no qual aponta o trânsito do Brasil como o pior do continente, tendo a cidade do Rio de Janeiro como olho do furacão. De acordo com os resultados do último Índice de Tráfego da TomTom, divulgado neste mês, as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo estão no topo do ranking do continente americano das cidades mais congestionadas, com picos de 50% e 39% de vias congestionadas simultaneamente. As manhãs de segunda-feira e as noites da sexta-feira são os piores momentos. No entanto, as cidades ainda não são campeãs mundiais, Moscou e Istambul encabeçam a lista.

No ranking das cidades mais congestionadas das Américas, o Brasil ocupa o primeiro e o segundo lugar (Foto: Reprodução)
No ranking das cidades mais congestionadas das Américas, o Brasil ocupa o primeiro e o segundo lugar (Foto: Reprodução/TomTom)

“Quando começamos a mapear o trânsito no Brasil, achei que nosso sistema estava com defeito. Não conseguia acreditar na quantidade de problemas”, contou Schäfer ao TechTudo. Fazendo testes de precisão desde agosto, no entanto, a empresa chegou à conclusão que suas medições estavam corretas – e que o Rio e São Paulo eram, de fato, as piores cidades para se ter um carro. “A quantidade de carros circulando nas ruas do Brasil aumentou 119% na última década, e as alternativas estruturais para enfrentar os congestionamentos, como a construção de novas estradas ou o alargamento das que já existem, não são mais eficazes”, completou o executivo.

Em outros países, a empresa tem parcerias com órgãos oficiais de controle das ruas para fornecer diagnósticos periódicos de tráfego. Quando questionados sobre a possibilidade de trabalhar com as CETs do Brasil, o executivo hesitou: “É algo para pensarmos. Mas, por enquanto, não”. Enquanto isso, a companhia estima que cada brasileiro perca até 12 dias de trabalho, todo ano, preso dentro do carro. Sorte é ter metrô perto de casa.

 

fonte techtudo


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